40 semanas + 5 dias – O “Não” Parto

Hora de registrar como foi que Lulu nasceu. Sim, quase um ano depois, mas antes tarde do que nunca!

22/4/14- Terça-Feira – Passamos das 40 semanas. Senti algumas contrações bem espaçadas, pensei que a noite entraria no ritmo, mas nada! Dormi que nem uma pedra.

23/4/14- Quarta-Feira – Acordei com contração, de hora em hora, depois de 15 em 15. Contrações curtas e pouco doloridas.
Minha obstetra me ligou logo cedo, queria saber se estava tudo bem. Achei “estranho” ela ligar logo quando senti contrações. Quase perguntei: “Que bruxaria é essa?” Mas, de repente, as contrações pararam e relaxei!

Elas voltaram a tarde, sem ritmo algum… tirei um cochilo e tive duas contrações durante o sono. Um delas bem dolorida, mas não o suficiente para me fazer acordar. (Ou seja, em relação a dor, neste momento eu era inocente, eu não sabia de nada… )

Fiz uma caminhada e subi uns lances de escada no final da tarde. No final da noite as contrações ainda estavam sem ritmo, porém mais longas e doloridas. Mas consegui disfarçar bem na frente de minha mãe e minha sogra, já que não queria alarmar ninguém antes de ter certeza que tinha chegado a hora.
Fui deitar e parecia, parecia não, deitada doía mais.

24/5/2014- Quinta-feira- De madrugada as contrações ritmaram, 10 em 10 minutos e doloridas a ponto de incomodar. Comecei a tomar banho quente para aliviar a dor. Em um dos banhos deixei o chuveiro tão quente que desligou o disjuntor do apartamento.
Umas 4h da manhã liguei pra enfermeira da obstetra e ela disse que iria vir me ver.
Avisamos a minha mãe e meu irmão que os trabalhos haviam começado. Pronto, ninguém mais dormiu. E minha mãe já queria ir pro hospital. Sabe de nada, inocente!
Vi o dia nascer e a enfermeira só chegou umas 7h.
Sem pressa, me examinou, UM cm de dilatação, bebê alto, batimentos normais, ou seja, ia demorar… Perguntou onde doía quando vinha a contração e doía nas costas, na lombar. Ela ensinou Daniel a fazer uma massagem nas costas para aliviar as dores. Ela disse que ia num evento e que era para eu ir para a consulta que já estava marcada com a obstetra. Dependendo do resultado, ela iria me ver mais cedo ou mais tarde.
Às 11h, na consulta, contrações (doloridas) de 5 em 5 minutos, 1,5cm de dilatação e bebê alto. A médica disse que provavelmente iria demorar, que bebês adoram nascer à noite.
Tivemos a brilhante idéia de almoçar no shopping. Sugiro não sentar numa mesa de restaurante durante o trabalho de parto. Deveria ter comido um McDonald’s. Ficar sentada como se nada estivesse acontecendo não foi fácil.
Depois do almoço fomos para casa. Me tranquei no quarto para curtir as contrações.
Aí meus amigos, o bicho pegou! !! As contrações ainda de 5 em 5 minutos, mas ficaram bem fortes. Já estava bem desconfortável. Comecei a ficar incomodada. Não tinha posição que aliviasse… Banho de chuveiro, bola de pilates, massagem para tentar melhorar as dores e nada aliviava.
Umas 18h a enfermeira voltou. Ensinou outras técnicas de relaxamento. Fez escalda pés, massagem. Aliviou bastante.
Disse que ia em casa tomar banho e depois voltava.
Mas foi só ela sair que as coisas foram piorando. Muita dor. Não achava posição de conforto.
Comecei a ficar sem juízo, queria ir para o hospital tomar analgesia.
Nesse meio tempo, meu irmão ajudava Daniel nas massagens, mas nem elas faziam mais tanto efeito. A dor só aumentava e eu implorava pela enfermeira, que a essa altura eu já havia xingado de alguns nomes, coitada!
E ela não chegava!
Por volta das 22h ela chegou. Contou contração, 5 em 5. Dilatação de 7 cm. Bebê ainda alto. Conversou muito comigo, ela não queria que eu fosse para o hospital, mas eu não aguentava mais.
Ela ligou para a obstetra e fomos para o hospital.
Parecia que todos os buracos de Salvador estavam no meu caminho. Cada buraco no meio de uma contração eu ia na lua e voltava. Chegamos ao hospital e ficamos um tempo na recepção porque o plano de saúde não atendia o telefone para autorizar a internação.
A obstetra já chegou com o pé na porta. Entramos sem autorização.
Conversei muito com a médica, expliquei que a dor era insuportável e eu não achava a tal posição que todo mundo dizia que existia e aliviava a contração.
A contra gosto, ela falou que eu ia tomar a analgesia e descansar um pouco e depois iria começar de tudo novo.

Eu e a médica conversamos com o anestesista que queríamos só um alivio da dor, que eu tinha que continuar sentindo meu corpo, pois precisaria caminhar e fazer exercícios durante o trabalho de parto.
Tomei a analgesia e dormi. (Um viva para quem inventou a anestesia! )

Uma pausa: o hospital enche a boca para falar da sala de parto normal, mas eu achei o ó, gelada, cheia de aparelhos, uma bola de pilates, uma poltrona e uma banheira para relaxar, não para parir. Nada aconchegante! Aí você entende o porque das médicas que apoiam parto normal só quererem que você vá pro hospital o mais próximo possível do expulsivo.

25/4/2014 – Sexta-feira- Umas 2h30 acordei renovada. Mas não sentia as contrações. Santa analgesia.
Fui examinada. Contrações ainda de 5 em 5 e 7 cm de dilatação.
Bebê alto.
A médica sugeriu ocitocina sintética para acelerar o trabalho de parto, aceitei.
O efeito da analgesia passou completamente e as contrações começaram a vir uma atrás da outra e super doloridas, por conta da ocitocina sintética. E eu lá na bola de pilates, fazendo agachamento com um lençol amarrado na porta do banheiro, andando de um lado pro outro. Até que as dores já eram tão fortes e insuportáveis que eu não conseguia nem me mexer.

Já era 5 da manhã. Pedi penico, cheguei no meu limite!
Fui examinada. 7 cm e bebê alto. Sem evolução!
A médica sugeriu estourar a bolsa, que já estava pronta para estourar e não estourava sozinha, aceitei.
Tinha mecônio no líquido amniótico e a médica fez uma cara estranha. Uma cara de quem estava desistindo…
Daniel diz que nessa hora ele quase desmaiou como reação a cara que a médica fez.
Ela conversou comigo e com Daniel e disse que, o mecônio sozinho não era risco pro bebê, que se mantia estável desde o início do trabalho de parto. Porém o bebê estava alto e o trabalho de parto não tinha engrenado. Ela disse que poderíamos continuar, mas que ela tinha que me dizer que iria demorar mais algumas horas para Luísa nascer e a conjunção das coisas era algo para eu pensar.
Conversamos mais um pouco avaliando a situação: eu estava esgotada, as dores estavam me acabando, já tinha passado mais de 24 horas de contrações ritmadas, e a coisa não engrenou nem com ocitocina, o bebê não descia, a médica não entendia o porquê ou não quis dizer naquele momento para não me fazer desistir de vez.
Joguei a toalha, não dava mais para mim, e então decidi fazer a cesariana.
Daniel já tinha “decidido” desde que viu o mecônio, mas não disse nada e pela reação da médica, que não conseguia disfarçar a cara de desânimo com a situação, a cesária era minha melhor opção. Ou seja, Daniel já tinha desistido e a médica já tinha desistido (não disse, mas senti)!

A cirurgia foi tranquila, muito melhor do que eu imaginava para uma cesariana. Fugi tanto daquilo, tinha tanto medo de ser cortada acordada, da anestesia, que acho que estava cansada de lutar e fui para mesa de cirurgia entregue.

Mais uma vez, agradeço a quem inventou a anestesia, pois, não senti absolutamente nada.
A médica foi ótima, não tapou meu campo de visão e apenas colocou um pano em cima da minha barriga para eu não ver a cirurgia. Daniel ficou do meu lado o tempo todo! Como sempre, desde o início!
E, de repente, ela chama Daniel e avisa, Luísa vem aí. E Lulu nasceu, não chorou, apenas abriu os olhos, e que olhos, para o mundo que a esperava.
Depois dos procedimentos padrão do hospital, ela veio para mim. A médica tinha pedido para eu não ficar amarrada, mas eu estava tão emocionada que não conseguia fazer nada. Colocaram Luísa no meu peito e ela abocanhou como se tivesse feito aqui a vida inteira. Foi lindo, aí a levaram de mim…

E vocês acham que acabou?
Quando a médica foi tirar a placenta, descobriu que ela estava “presa”, o que eles chamam de placenta acreta, e a médica que estava junto com ela fez outra cara de espanto e disse: “Xiii, ainda bem que não foi normal, hein?” E eu ali sem entender nada!
Depois ela vem me explicar o que era isso. A placenta estava presa na parede do útero e eu tinha três opções em caso de parto normal:
1- a placenta sair, o que seria difícil;
2- a médica ter que colocar a mão lá dentro para tirar a placenta;
3- fazer uma cirurgia para tirar a placenta, praticamente uma cesária após o parto normal!
Eu não sei o que iria acontecer, mas a médica disse que tirou minha placenta aos pedaços.
E só para não dizer que a vida não imita a arte, no final, uma cena de Grey’s Anatomy: a enfermeira estava lá contando os panos da cirurgia enquanto a médica terminava de me costurar, quando disse que faltavam dois panos!!! Como assim, Bial? Minha médica surtou, disse que não estavam dentro de mim, que tinha olhando bem antes de fechar, mas a enfermeira não achava os diachos dos panos em lugar algum. Foram alguns minutos de tensão, delas, porque eu não estava mais nem aí, só queria saber por onde andava minha filha. No final das contas, a enfermeira achou os panos no lixo, e saiu reclamando: “muita gente aqui dentro, cada um faz o que quer e me deixa doida!”.

E foi assim o meu “não parto”! Não foi do jeito que eu sonhava e planejei, mas foi do jeito que tinha que ser. E vida que segue!

Me falta agora coragem para escrever sobre o nebuloso período do puerpério, quem sabe um dia!

39 Semanas – Subindo e Descendo Escadas

Agora vou começar a escrever por dias, porque cada dia é uma emoção, ou não! rs

39 semanas – Sábado – Passei o dia em casa, fazendo tarefas domésticas e uma coisa e outra no quarto de Luísa. Passei roupa: tudo de Luísa, claro! Roupa de cama, roupinhas tamanho P que tinham sido lavadas e não passadas! :)

Aproveitei também para assistir algumas sérias acumuladas no hd da TV entre uma coisa e outra! Lá pelas 17h faltou energia, Daniel estava fora de casa e quando vi que estava começando a escurecer, liguei para ele e pedi para vir pra casa. Acho que não seria muito legal uma gestante de 9 meses num apartamento sem energia à noite, né?
Mas foi só ele sair de onde estava que a energia voltou! rs
Assim que Daniel chegou em casa, eu estava tirando algumas roupas da máquina e senti uma dor forte no pé da barriga, quanto mais eu me mexia, mais doía. Pensei que ia começar os paranauê, mas não… Depois a dor passou e não voltou mais!

39 semanas + 1 dia – Domingo – Nada aconteceu! rs Saímos para tomar café num buffet, comemos pouco, trouxemos um frango de padaria para casa para ser nosso almoço. Passei na Le Biscuit para comprar algumas coisas de casa, mas estava tanto calor na rua que nem o ar condicionado da loja deu jeito. Comprei só uma coisa e voltamos para casa. Liguei o ar e dormi! Acordei, almocei e só!

39 semanas + 2 dias – Segunda
Tivemos consulta: Em teoria e pela ultrassom, Luísa ainda vai demorar, pelo menos, mais uma semana. Fiz exame de toque para confirmar! Colo fechadinho. Mas a médica disse que tenho um bom canal. Ou seja, meu corpo e meu bebê estão em harmonia para que eu tenha um bom parto!
Estou com hemorróidas… um botãozinho, como disse a médica. Ela passou uma pomada para usar, pois ela disse que vai incomodar um pouco por enquanto, no parto e no pós parto, então é bom já ir cuidando para não deixar evoluir. Enquanto isso é ingerir muita fibra e água para não deixar o cocô acumular e endurecer. Que conversa para um blog, hein?

Depois da consulta, fomos ao mercado!

Depois tivemos a visita da enfermeira que vai me acompanhar no trabalho de parto em casa. Foi ótimo! Para começar, meu santo bateu com o dela! 😀 😀 😀
Uma das primeiras perguntas foi se tínhamos doula, porque a dinâmica dela muda se houver uma doula por perto. No nosso caso, não teremos!
Ela nos deu várias dicas das coisas que normalmente acontecem, e do que devemos fazer ou nos preparar para sentir. Ela já começou dizendo que o trabalho de parto é uma relação sexual. São duas pessoas, a mulher e o companheiro. Que gente demais atrapalha. Que devemos deixar o celular de lado, deixar para avisar as pessoas, mesmo as mais próximas, apenas no final do processo, porque o nascimento de uma criança tira as pessoas do seu normal e o abuso vai ser grande, levando em conta que um trabalho de parto dura, em média, 10h (mas que isso depende de cada mulher e só dá para descobrir quando o processo começa). Meu irmão vai ter muito trabalho para segurar minha mãe! Oremos!
Nos falou de sua operação de guerra para chegar no hospital se precisarmos ir no horário de pico. A gente vai na frente e ela vai no carro dela logo atrás, os dois carros com luz alta, pisca alerta ligado e mão na buzina como se não houvesse amanhã! Segundo ela, normalmente as pessoas saem da frente, e se algum carro da polícia ver o esquema chega junto e quando descobre que é parto em andamento, que vai abrindo caminho até o hospital! Que emoção!!!
Entre muitas outras coisas, ela nos falou sobre alimentação: separar coisas que sejam calóricas, pois vou precisar de energia, mais que não encham demais a barriga. Deu o exemplo de castanha e ameixa seca, chocolate também pode, mas só o meio amargo. Separar também algumas frutas que eu goste. Disse que muitas mulheres não chegam aos “finalmentes” porque não se alimentam e ficam extremamente exaustas. Ou não conseguem manter os alimentos no estômago durante o TP, por isso ela indica coisas calóricas porém “leves”.
Como vamos pro hospital, disse para colocar na mala um top confortável e uma meia de Daniel, para eu ficar aquecida e confortável lá no hospital.
Deu uma olhada na nossa casa, disse que, apesar de pequena, tem lugares interessantes para uma mulher em TP. O corredor, o sofá para apoio, um banheiro só para mim. Estou com uma bola de pilates emprestada, mas acho que é pequena para os exercícios que vi na internet e que fazia nas minhas aulas. Ela disse que vai trazer a bola dela, mas que a eu estou aqui vai servir para tomar banho quente quando estiver com as contrações.
Sobre as contrações, pediu para avisar quando houver algum ritmo. Quando estiver de hora em hora, ela vai ficar em alerta, de meia em meia hora, talvez ela venha pra cá, mas de 10 em 10, ela já vai estar por aqui, e que trabalho de parto ativo são 3 contrações a cada 10 minutos. Falou de alguns sintomas de início de TP, como cólica intestinal, com evacuação, às vezes, diarreia.
Falou da importância do pai no TP, e o que o lugar dele é ao lado da mulher. Que ele tem que esquecer o mundo e ficar ali. E tem que saber que o parto é algo que desliga a mulher da sua consciência e que ativa o lado animal, o lado bicho. Coisas que pessoas que estão de fora não conseguem entender direito. E que ele tem que estar preparado para enfrentar esse bicho aí.
Ela usa Whatsapp, ô coisa boa!!! Vamos ficar nos comunicando por ele, o que para mim é ótimo, acho um porre ligar para tirar uma duvida besta e sem pressa. Odeio telefone e acho que deve ser usado o mínimo possível. Só vou ligar mesmo quando o TP evoluir e achar que é hora dela vir cá para casa.
Ela disse que o papel dela é ser imperceptível. Mas que tem a obrigação de acompanhar os batimentos cardíacos da pequena de tempos em tempos, assim como fazer o exame de toque para ver a evolução do TP.
Ela também disse que, se possível for, vai tirar algumas fotos para gente. Olhou nossa câmera e se mostrou disponível para registrar alguns momentos. Nem preciso dizer que adorei isso! rs
Em geral gostamos muito da visita e lá vamos nós esperar a hora que a pequena vai resolver dar as caras no mundo de cá!

ATENÇÃO- Parei de escrever dia 14 de abril e estou retomando os relatos agora (31/07), então muita coisa já se perdeu… Pelo menos o relato do parto eu já rabisquei tem tempo…

Depois da visita da enfermeira entramos no período de espera… E não foi acontecendo muita coisa.

Parei de trabalhar, Mainha e meu irmão chegaram, minha sogra chegou, e Luísa, bom, Luísa não queria nem pensar em sair da casinha.

A única coisa que fiz todos os dias até o dia que Luísa nasceu foi subir e descer escadas, para ver se ajudava a engrenar o trabalho de parto, mas vai lendo ai…

38 semanas- Surtada da arrumação

Surtada da arrumação – foi assim o fim de semana que iniciou a nova semana.
E nesse caso, o comichão não foi só meu, papai também entrou na onda e queria logo arrumar tudo. Arrumamos o guarda roupa, o berço, a bancada, o quarto de Lulu já é um local habitável. :)
Ainda não chegou o enfeite da parede, mas já temos um quarto de menina, mesmo com a parede azul.
Também aproveitei o fim de semana para arrumar o meu guarda roupa, até pensei que estivesse mais bagunçado! Rs
Lavei umas roupas de Lulu tamanho P, só falta mesmo lavar as M e as G, mas vou deixar para quando vovó Meire chegar, porque ela adora lavar roupa!
Compramos uma lavadoura de roupas nova, porque a velha estava sujando mais do que limpando… e, que minha mãe não leia isso aqui, mas já joguei os lençois de Lulu tudo na máquina nova, com sabão de coco, claro! Lavar roupinha de bebê na mão é uma coisa, agora lençol… aí já é sacanagem! rs
Na consulta da semana tivemos surpresa, Lulu já está procurando a saída, já está com a cabeça na bacia, baixou bastante desde a última consulta, mas ainda não encaixou…
A médica disse que a posição que ela se encontra, dorso a esquerda, e mais alguma coisa que não lembro agora, é ótimo para o parto, pois significa que o TP não vai ser muito demorado. Oremos!
Até agora tenho sentido coisas aleatórias, uma cólica aqui, uma dor nas costas ali, mas nada que justifique ligar o alerta.
Também tivemos ultrassom esta semana! 😀
Só que desta vez, mamãe não viu nada… Deu algum problema na TV do consultório e eu fiquei só imaginando como ela estava enquanto o médico narrava. Desta vez não passei mal com falta de ar, coloquei os braços em baixo da cabeça para dar uma levantada e foi, relativamente, tranquilo o exame.
Lulu vai ótima!! Na posição que a médica disse: cefálica com dorso a esquerda! Cabeça na bacia, apesar do médico dizer que ainda não está 100% encaixada e eu ainda tenho alguns dias… será? rs
Ela está pesando aproximadamente 3,150kg. Segundo o médico da ultrassom, ela vai chegar nos 3,5kg. Será? rs
No mais, está tudo bem!!
E porque eu coloquei esse tanto de será no que o médico disse? Porque minha intuição diz que, se Lulu não nascer na virada da lua cheia (dia 14), ela vai nascer dia 19, pois é muita coincidência o cálculo de acordo com a  DUM ( data da última menstruação) ser dia 19/4, a data das primeiras ultrassons também preverem dia 19/4 e dia 19/4 ser dia de Santo Expedito, que não tem nada a ver com parto, mas eu sempre tive simpatia com ele! rs
Veremos!!
E como sempre é bom ter novidades, vejam só: estou eu dormindo o sono dos justos quando de repente vem uma cãimbra nas duas panturrilhas. Vocês já viram disso? Cãimbra nas duas pernas ao mesmo tempo? Foi um desespero só, meu e de Daniel, que não sabia qual perna alongar por vez! Acordei com as batatas da perna destruídas…

37 Semanas – A Termo

Lulu acaba de ganhar o status de bebê a termo. Ou seja, se nascer a partir de agora não é mais considerada prematura. Praticamente uma mocinha! 😀

Essa semana fizemos um curso de técnicas de amamentação e o melhor de tudo foi a descobri que já comecei a produzir colostro. Para mim, que fiz mamoplastia foi de uma felicidade só!

Agora a barriga tem pesado bastante e tenho sentido muita dor nas partes baixas.

Tivemos consulta com a GO (ginecologista obstetra), e, a partir de agora teremos consulta toda semana até o parto.
Meus exames estão OK, Lulu está ótima, porém ainda está alta, ou seja, não encaixou ainda.

E aí Dr? O que isso quer dizer?
Absolutamente nada… ou algumas coisas.
Se fosse ao contrário. seria mais fácil, ou seja, se ela já estivesse encaixada, a médica poderia afirmar que não iria demorar para nascer, poderia dizer que em uma ou duas semanas ela daria o ar da graça, mas sem encaixar, tudo pode acontecer, inclusive, nada! rs
Eu posso entrar em trabalho de parto(TP) a qualquer momento, leia-se a qualquer momento como hoje, amanhã ou daqui a um mês (quando completamos 42 semanas). A diferença entre entrar em TP com o bebê não encaixado é que isso é um indicativo que o TP vai demorar…

O que é que a mãe aqui vai fazer? Sentar e esperar….

A médica perguntou se eu queria fazer exame de toque, declinei, quanto mais porque ela ainda não está encaixada.
Conversamos um pouco sobre plano de parto, em resumo, ela disse que não vê necessidade, já que o que a gente quer é a linha de trabalho dela. Que talvez fosse interessante pela parte neonatal, mais para informar o desejo dos pais do que conseguir algo, já que cada hospital tem seu protocolo e raramente é quebrado.

Tenho dormido relativamente melhor, pelo menos consigo dormir a noite inteira.
A parte mais difícil de tudo é virar de um lado para o outro na cama e o levantar  para ir ao banheiro, tudo dói, rs!
Tenho dormido cerca de 8h, mas acordo com a cara de super cansada. Sempre tem alguém aqui do trabalho que vem me perguntar se está tudo bem! rs
Lulu continua se mexendo muito e às vezes eu fico tão incomodada que não consigo ficar sentada ou deitada, tenho que ficar em pé, dar uma caminhada ou alongar.

E lá vamos nós para mais uma semaninha de expectativa!

36 Semanas – Reta Final

E entramos no 9º mês, que pode ser o mais curto ou o mais longo, levando em conta que a pequena pode nascer a partir da 38ª semana ou ficar de preguicinha e só vir mostrar o rostinho na 42º semana de gestação. Mas eu tenho cá minhas dúvidas se vamos nos prolongar muito nessa reta final.

O fim de semana foi composto de mais alguns exames de sangue, a médica disse que deveria fazer jejum de 12 horas, o que é uma tortura para qualquer gestante e quando cheguei no laboratório disseram que só bastava 8 horas de jejum, mas tudo bem!

No domingo senti muita pressão nas partes baixas e mal conseguia ficar em pé por muito tempo. Até na hora de lavar algumas roupas da pequena eu lavei sentada. Foi uma boa experiência, pois eu não fiquei muito cansada como nas outras vezes que lavei roupa no tanque! :)

Durante a noite acordei sentindo um pouco de cólica, mas passou, será que é o início dos pródromos do trabalho de parto? Vamos acompanhar! rs

Devagar e sempre está sendo a arrumação do quarto de Lulu. Ainda tem muita coisa para jogar fora, muita coisa para por no lugar e muita coisa para chegar. Mas um passo de cada vez, ou nunca faremos nada. Organizamos as fraldas que ganhamos. Tentamos pendurar o varal com adesivo, mas não sei porque, dessa vez não funcionou… respira fundo e vamos lá para outra tentativa.

O carrinho, bebê conforto, base para carro, ninho para acomodar o bebê no primeiro mês, porque ela vai dormir no carrinho ao meu lado, foram testados também nesse fim de semana. Tudo certinho! rs

Minha unha quebrou, coisa rara na gravidez, e eu aproveitei para desapegar e já deixá-las bem curtinhas! :)

O berço finalmente chegou, e com isso tirei uma noite para lavar o kit berço, foi menos traumático do que eu imaginava.

Fui atrás de camisolas e como são caras!
Por sorte uma amiga me indicou uma loja virtual e comprei várias camisolas com ótimo preço, em torno de 50 dinheiros.

Quando você vai entrar de licença? É o que tenho escutado essa semana no trabalho, todos preocupados com minha cara de cansada… Pior que nem sei, quero trabalhar o máximo de dias possíveis antes do parto, para não ter que encurtar a licença, mas é cada dia mais difícil imaginar, pelo menos, mais 4 semanas de trabalho…
Tem dias que acordo super bem, mas tem dias que nem quero sair da cama. Acordo parecendo que nem dormi.

Enquanto isso, Lulu se diverte aqui dentro da minha barriga! :)