Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Tudo bem que eu choro vendo novela, né? Mas com música…
Para eu chorar ouvindo música depende da situação dramática que eu estou vivendo, ai eu choro com qualquer música! hihih
Mas tem uma música que tem uns dias na minha cabeça, não sei porque, mas está! E é uma musica forte, emocionante!
MARIA, MARIA
Fernando Brant /Milton Nascimento
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte, lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas, é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana, sempre
Quem traz no corpo uma marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas, é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho, sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania de ter fé na vida
Ai nas buscas por um vídeo da música, achei essa outra pérola:
MARIA MARIA
Fernando Brant (Olha, esse texto abaixo eu já nem sei quem escreveu, quase não tem informação na internet, então, se alguém souber, comenta ai! Nas fontes que achei, a maioria fala que o texto é de Fernando Brant, já outras fala de Milton Nascimento também, então complicou, né?)
Maria Maria, um simples nome de mulher
Corpo negro de macios segredos, olhos vivos
Farejando a noite, braços fortes trabalhando o dia.
Memória da longa desventura da raça,
Intuição física da justiça.
Alegria, tristeza, solidariedade e solidão.
Uma pessoa que aprendeu vivendo
E nos deixou a verdadeira sabedoria:
A dos humildes, dos sofridos,
Dos que tem o coração
maior que o mundo.
Maria Maria nasceu num leito qualquer de madeira.
Infância incomum, pois nem bem ela andava, falava e sentia e
Já suas mãos ganhavam os primeiros calos de trabalho precoce.
Infância de roupa rasgada e remendada, de corpo limpo
e sorriso bem aberto. Infância sem brinquedos,
mas cheia de jogos aprendidos com as velhas
que lavavam roupas nas margens do Jequitinhonha.
Infância que acabou cedo, pois já aos 14 anos,
como é normal na região, ela já estava casada.
Do casamento ela se lembra pouco,
Ou não quer muito se lembrar.
Homem estranho aquele a lhe dar
Balas e doces em troca de cada filho.
Casamento que em seis anos,
seis filhos lhe concedeu.
Os filhos se amontoavam nos quatro cantos da casa.
Enquanto ela estendia a roupa na beira dos trilhos,
os seis meninos sentados brincavam na terra fofa.
Os seus olhinhos de espanto não entendiam nada.
De repente, notícia vinda dos trilhos.
Maria Maria era viúva.
Pela primeira vez a morte entrava em sua vida
E vinha em forma de alívio. E de retalho em retalho
Maria se definiu: solitária, operária e brincalhona.
Ela pode ao mesmo tempo
Ser Maria e ser exemplo de gente
Que trabalhando em todas as horas do dia,
Conserva em seu semblante
Toda pura alegria, de gente que vai sofrendo
E quanto mais sofre, mais sabe.
Baiana, analista de sistemas de formação, cozinheira de vocação e viajante por opção. Viciada em Grey's Anatomy e Redes Sociais.



Gosto muito da versão de Elis: http://www.youtube.com/watch?v=UvbiZP18it0
Ê, época boa, que o popular era isso, e não os rebolations da vida. Quando eu vejo esses videos dá uma estranha saudade de uma época que não vivi.
Lendo o texto, a música agora ficou sendo “música de chorar”!!! Pra mim, essa música sempre foi “hino de guera”, sacomé?
Bjooo
Pingback: Meme de Julho