39 Semanas – Subindo e Descendo Escadas

Agora vou começar a escrever por dias, porque cada dia é uma emoção, ou não! rs

39 semanas – Sábado – Passei o dia em casa, fazendo tarefas domésticas e uma coisa e outra no quarto de Luísa. Passei roupa: tudo de Luísa, claro! Roupa de cama, roupinhas tamanho P que tinham sido lavadas e não passadas! 🙂

Aproveitei também para assistir algumas sérias acumuladas no hd da TV entre uma coisa e outra! Lá pelas 17h faltou energia, Daniel estava fora de casa e quando vi que estava começando a escurecer, liguei para ele e pedi para vir pra casa. Acho que não seria muito legal uma gestante de 9 meses num apartamento sem energia à noite, né?
Mas foi só ele sair de onde estava que a energia voltou! rs
Assim que Daniel chegou em casa, eu estava tirando algumas roupas da máquina e senti uma dor forte no pé da barriga, quanto mais eu me mexia, mais doía. Pensei que ia começar os paranauê, mas não… Depois a dor passou e não voltou mais!

39 semanas + 1 dia – Domingo – Nada aconteceu! rs Saímos para tomar café num buffet, comemos pouco, trouxemos um frango de padaria para casa para ser nosso almoço. Passei na Le Biscuit para comprar algumas coisas de casa, mas estava tanto calor na rua que nem o ar condicionado da loja deu jeito. Comprei só uma coisa e voltamos para casa. Liguei o ar e dormi! Acordei, almocei e só!

39 semanas + 2 dias – Segunda
Tivemos consulta: Em teoria e pela ultrassom, Luísa ainda vai demorar, pelo menos, mais uma semana. Fiz exame de toque para confirmar! Colo fechadinho. Mas a médica disse que tenho um bom canal. Ou seja, meu corpo e meu bebê estão em harmonia para que eu tenha um bom parto!
Estou com hemorróidas… um botãozinho, como disse a médica. Ela passou uma pomada para usar, pois ela disse que vai incomodar um pouco por enquanto, no parto e no pós parto, então é bom já ir cuidando para não deixar evoluir. Enquanto isso é ingerir muita fibra e água para não deixar o cocô acumular e endurecer. Que conversa para um blog, hein?

Depois da consulta, fomos ao mercado!

Depois tivemos a visita da enfermeira que vai me acompanhar no trabalho de parto em casa. Foi ótimo! Para começar, meu santo bateu com o dela! 😀 😀 😀
Uma das primeiras perguntas foi se tínhamos doula, porque a dinâmica dela muda se houver uma doula por perto. No nosso caso, não teremos!
Ela nos deu várias dicas das coisas que normalmente acontecem, e do que devemos fazer ou nos preparar para sentir. Ela já começou dizendo que o trabalho de parto é uma relação sexual. São duas pessoas, a mulher e o companheiro. Que gente demais atrapalha. Que devemos deixar o celular de lado, deixar para avisar as pessoas, mesmo as mais próximas, apenas no final do processo, porque o nascimento de uma criança tira as pessoas do seu normal e o abuso vai ser grande, levando em conta que um trabalho de parto dura, em média, 10h (mas que isso depende de cada mulher e só dá para descobrir quando o processo começa). Meu irmão vai ter muito trabalho para segurar minha mãe! Oremos!
Nos falou de sua operação de guerra para chegar no hospital se precisarmos ir no horário de pico. A gente vai na frente e ela vai no carro dela logo atrás, os dois carros com luz alta, pisca alerta ligado e mão na buzina como se não houvesse amanhã! Segundo ela, normalmente as pessoas saem da frente, e se algum carro da polícia ver o esquema chega junto e quando descobre que é parto em andamento, que vai abrindo caminho até o hospital! Que emoção!!!
Entre muitas outras coisas, ela nos falou sobre alimentação: separar coisas que sejam calóricas, pois vou precisar de energia, mais que não encham demais a barriga. Deu o exemplo de castanha e ameixa seca, chocolate também pode, mas só o meio amargo. Separar também algumas frutas que eu goste. Disse que muitas mulheres não chegam aos “finalmentes” porque não se alimentam e ficam extremamente exaustas. Ou não conseguem manter os alimentos no estômago durante o TP, por isso ela indica coisas calóricas porém “leves”.
Como vamos pro hospital, disse para colocar na mala um top confortável e uma meia de Daniel, para eu ficar aquecida e confortável lá no hospital.
Deu uma olhada na nossa casa, disse que, apesar de pequena, tem lugares interessantes para uma mulher em TP. O corredor, o sofá para apoio, um banheiro só para mim. Estou com uma bola de pilates emprestada, mas acho que é pequena para os exercícios que vi na internet e que fazia nas minhas aulas. Ela disse que vai trazer a bola dela, mas que a eu estou aqui vai servir para tomar banho quente quando estiver com as contrações.
Sobre as contrações, pediu para avisar quando houver algum ritmo. Quando estiver de hora em hora, ela vai ficar em alerta, de meia em meia hora, talvez ela venha pra cá, mas de 10 em 10, ela já vai estar por aqui, e que trabalho de parto ativo são 3 contrações a cada 10 minutos. Falou de alguns sintomas de início de TP, como cólica intestinal, com evacuação, às vezes, diarreia.
Falou da importância do pai no TP, e o que o lugar dele é ao lado da mulher. Que ele tem que esquecer o mundo e ficar ali. E tem que saber que o parto é algo que desliga a mulher da sua consciência e que ativa o lado animal, o lado bicho. Coisas que pessoas que estão de fora não conseguem entender direito. E que ele tem que estar preparado para enfrentar esse bicho aí.
Ela usa Whatsapp, ô coisa boa!!! Vamos ficar nos comunicando por ele, o que para mim é ótimo, acho um porre ligar para tirar uma duvida besta e sem pressa. Odeio telefone e acho que deve ser usado o mínimo possível. Só vou ligar mesmo quando o TP evoluir e achar que é hora dela vir cá para casa.
Ela disse que o papel dela é ser imperceptível. Mas que tem a obrigação de acompanhar os batimentos cardíacos da pequena de tempos em tempos, assim como fazer o exame de toque para ver a evolução do TP.
Ela também disse que, se possível for, vai tirar algumas fotos para gente. Olhou nossa câmera e se mostrou disponível para registrar alguns momentos. Nem preciso dizer que adorei isso! rs
Em geral gostamos muito da visita e lá vamos nós esperar a hora que a pequena vai resolver dar as caras no mundo de cá!

ATENÇÃO- Parei de escrever dia 14 de abril e estou retomando os relatos agora (31/07), então muita coisa já se perdeu… Pelo menos o relato do parto eu já rabisquei tem tempo…

Depois da visita da enfermeira entramos no período de espera… E não foi acontecendo muita coisa.

Parei de trabalhar, Mainha e meu irmão chegaram, minha sogra chegou, e Luísa, bom, Luísa não queria nem pensar em sair da casinha.

A única coisa que fiz todos os dias até o dia que Luísa nasceu foi subir e descer escadas, para ver se ajudava a engrenar o trabalho de parto, mas vai lendo ai…

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